Creche Maria de Nazaré

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Noticias - 01.08.2008 imprimir
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Obrigado, Paulo Dadian

O exemplo de nosso fundador e inspirador ficará para sempre na lembrança


No útimo dia 17 de julho, a Creche Maria de Nazaré acordou muito triste. Logo cedo chegou a notícia de que nosso fundador, Paulo Dadian, havia falecido. Como a própria esposa, nossa presidente Ágata Diva Pucinelli Dadian, comentou, ele nos pregou mais uma das suas peças – e acordou naquela quinta-feira ao lado do Senhor Jesus Cristo.

Paulo não foi somente fundador da creche. Durante os 29 anos de funcionamento da entidade, ele foi o grande inspirador e incentivador de todos os que trabalham e colaboraram voluntariamente com a creche. Tinha um carinho pelas crianças que era fascinante. Além disso, foi dele, que era engenheiro civil, o projeto dos prédios que hoje abrigam nossas crianças, as soluções dos brinquedos de alvenaria e todas as benfeitorias da creche.

Paulo e Ágata participaram do 30º Encontro de Casais com Cristo, e desde então passaram a freqüentar a Paróquia
 

Veja também:
> O artigo do casal Vanor e Cida Rezende: "Nosso amigo Paulo"
> O vídeo com a homenagem das crianças da creche


São Luís Gonzaga. Foram 30 anos de convivência na paróquia. São inúmeros os casais que fizeram o ECC nos anos seguintes e tiveram a graça de conhecer a história dos dois. A graça de saber como ele, de família armênia, e ela, de família italiana, com tantas diferenças de criação, encontraram-se um no outro o complemento que faltava para a felicidade do casal. E como eles dois tiveram a oportunidade de encontrar, na comunidade São Luís Gonzaga, o verdadeiro Cristo. Para Paulo e Ágata, o Cristo apresentou-se na forma das crianças da favela São Remo, no bairro do Butantã.

Desse encontro com Cristo surgiu a inspiração para a criação da Creche Maria de Nazaré, em 1979. Ao longo dos anos, Paulo e Ágata exerceram o dom da doação, da perseverança e da caridade – e inspiraram a todos os que vieram a colaborar voluntariamente com a creche.

As crianças da creche gostavam de Paulo porque ele era carinhoso, brincalhão, solícito e extremamente dedicado. Para seus “netos” da creche, ele era uma verdadeira bênção, oferecendo-se por inteiro àqueles com tão poucas oportunidades na vida. Já com as crianças da paróquia, tinha sempre uma brincadeira a fazer, um gesto de carinho a dar. Colocava seu toque pessoal em todos os detalhes da creche – a cada novo brinquedo, sala, refeitório, banheiro, encontrava soluções práticas e criativas, pensando sempre nas crianças.

Paulo incentivava todos a nunca desistir. E é impossível lembrarmos dele, sem lembrar do lema da creche: “A Fé sem obras é uma fé morta”.

Muito obrigado por tudo, Paulo. 
 


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