Creche Maria de Nazaré

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Artigos - 05.08.2008 imprimir
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Nosso amigo Paulo

O texto-homenagem de Vanor e Cida Rezende ao querido Paulo Dadian


Paulo,

Talvez muitos de nós o tenhamos conhecido no início de nossa participação no ECC. A palestra que fazia junto com a Ágata sobre a chama do amor aquecia os nossos corações e fazia germinar as  primeiras sementes que iriam direcionar melhor nossas famílias e nossos caminhos ao encontro com Cristo.

Entretanto, foi a nossa convivência diária na Paróquia ou na Creche que revelou a figura iluminada que era o nosso Paulo. Seu bom humor constante, sua voz rouca e baixa e seus inseparáveis apetrechos mágicos que trazia sempre nos bolsos, nos alegravam e tinham o efeito infalível de provocar sorrisos e quebrar o gelo em qualquer situação e para qualquer pessoa. Sua forma peculiar e carinhosa de   pedir um beijo fraternal de amizade das mulheres e das crianças estará na memória de todos que com ele conviveram.

Foi assim, Paulo, que nós o conhecemos há quase 10 anos. Uma grande parte dos paroquianos da São Luís, há mais ou menos tempo, também tiveram a oportunidade e a felicidade de conviver om você. Logo descobrimos que você não era um mestre  apenas na construção de edificações,



 


Veja também:
> Obrigado, Paulo Dadian
> O vídeo com a homenagem das crianças da creche



mas que era um mágico também na arquitetura da vida espiritual.

Seu carinho com as crianças de nossa Creche fez com que a nossa entidade crescesse não só  em sua estrutura física e capacidade de albergar mais e mais crianças, mas a transformou num ímã com um imenso e potente campo magnético que atraía e fixava uma infinidade de pessoas ao seu redor.

Enfim Paulo, você se foi. Partiu para o encontro definitivo com Ele. Esteja certo, no entanto, que você contribuiu para que uma infinidade de pessoas também estivessem neste caminho. Temos  a certeza que neste momento você está olhando-O nos olhos e vendo todos nós aqui embaixo, derramando lágrimas por esta sua partida abrupta. Você nos fez mais uma das suas e nos “pregou uma peça” partindo do sono para Deus. A sua bondade fez com que assim se fosse, sem dores e sem sofrimento. Nem bem partiu e já estamos todos com saudades. Você será parte indeletável de nossa memória.

Chegávamos a Caracas para rever duas daquelas crianças que o adoravam, Maria Paola e Sofia. Maria Paola entendeu as nossas lágrimas quando lá recebemos a triste notícia mas nada falou. À noite, disse ao papai: “Ele se foi, o Paulo que me dava as biribinhas. Que Deus o tenha.” Assim sabemos que muitas das crianças desta nossa paróquia vão lembrar de você sorrindo com os estalos das biribinhas no chão.

(Cida)
E nós Paulo, “as suas meninas“ da Paróquia, também sentiremos muito sua falta. Ah!, o  nosso “grande galanteador“.  Ah!, se eu tivesse nascido alguns anos antes  ..... eu sempre te dizia. "Ô menina, não tá esquecendo de nada? E o meu beijo? Deixa eu ver. Olha para mim. Como você está linda hoje! Fez alguma coisa? Fez botox?"

E vamos  também sempre lembrar de “sua consulta oftalmológica”: "Você está de lente?", dizia o médico, "estou vendo uma loira (ou morena) linda dentro dos seus olhos". Assim foi você Paulo. Sempre nos animando e nos fazendo rir. Fazendo-nos sentir bonitas mesmo quando o nosso astral estava lá embaixo. Assim foi você Paulo, dizendo que o seu coração estava sempre aberto para entrarmos. Agora somos nós que aqui confessamos: você entrou no nosso coração e será muito difícil quando percebermos realmente a sua ausência. Nós é que agora dizemos: ”Você foi muita areia pro nosso caminhãozinho”.

Saiba no entanto, que você continuará na nossa memória para sempre; e agora, quando lá na Creche, quando alguma criança perguntar onde está o Tio Paulo, vamos dizer que você é aquela estrelinha que brilha bem forte no Céu.

"E aí, menina! Cadê o meu beijo?"

Aqui vai, Paulo, o nosso último beijo.

Descanse em paz.
 
 
 
(Texto lido durante a missa de 7º dia de Paulo, na Paróquia São Luís Gonzaga.)



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