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| Nosso
amigo Paulo |
O
texto-homenagem de Vanor e Cida Rezende ao querido Paulo Dadian
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Paulo,
Talvez muitos de nós o tenhamos conhecido no início de
nossa
participação no ECC. A palestra que fazia junto com a
Ágata sobre a
chama do amor aquecia os nossos corações e fazia germinar
as primeiras
sementes que iriam direcionar melhor nossas famílias e nossos
caminhos
ao encontro com Cristo.
Entretanto,
foi a nossa convivência diária na Paróquia ou na
Creche que revelou a
figura iluminada que era o nosso Paulo. Seu bom humor constante, sua
voz rouca e baixa e seus inseparáveis apetrechos mágicos
que trazia
sempre nos bolsos, nos alegravam e tinham o efeito infalível de
provocar sorrisos e quebrar o gelo em qualquer situação e
para qualquer
pessoa. Sua forma peculiar e carinhosa de pedir um beijo
fraternal de
amizade das mulheres e das crianças estará na
memória de todos que com
ele conviveram.
Foi assim, Paulo, que
nós o conhecemos há quase 10 anos. Uma grande parte dos
paroquianos da São Luís, há mais ou
menos tempo,
também tiveram a oportunidade e a
felicidade de conviver om
você. Logo descobrimos que você não era um mestre apenas na
construção de
edificações, |
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Veja também:
>
Obrigado, Paulo Dadian
>
O vídeo com a homenagem das
crianças da creche |
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mas que era um
mágico também
na arquitetura da vida espiritual.
Seu carinho com as crianças de nossa Creche fez com que a nossa
entidade crescesse não só em sua estrutura
física e capacidade de albergar mais e mais crianças, mas
a transformou num ímã com um imenso e potente campo
magnético que atraía e fixava uma infinidade de pessoas
ao seu redor.
Enfim Paulo, você se foi. Partiu para o encontro definitivo com
Ele. Esteja certo, no entanto, que você contribuiu para que uma
infinidade de pessoas também estivessem neste caminho.
Temos a certeza que neste momento você está
olhando-O nos olhos e vendo todos nós aqui embaixo, derramando
lágrimas por esta sua partida abrupta. Você nos fez mais
uma das suas e nos “pregou uma peça” partindo do sono para Deus.
A sua bondade fez com que assim se fosse, sem dores e sem sofrimento.
Nem bem partiu e já estamos todos com saudades. Você
será parte indeletável de nossa memória.
Chegávamos a Caracas para rever duas daquelas crianças
que o adoravam, Maria Paola e Sofia. Maria Paola entendeu as nossas
lágrimas quando lá recebemos a triste notícia mas
nada falou. À noite, disse ao papai: “Ele se foi, o Paulo que me
dava as biribinhas. Que Deus o tenha.” Assim sabemos que muitas das
crianças desta nossa paróquia vão lembrar de
você sorrindo com os estalos das biribinhas no chão.
(Cida)
E nós Paulo, “as suas meninas“ da Paróquia, também
sentiremos muito sua falta. Ah!, o nosso “grande
galanteador“. Ah!, se eu tivesse nascido alguns anos antes
..... eu sempre te dizia. "Ô menina, não tá
esquecendo de nada? E o meu beijo? Deixa eu ver. Olha para mim. Como
você está linda hoje! Fez alguma coisa? Fez botox?"
E vamos também sempre lembrar de “sua consulta
oftalmológica”: "Você está de lente?", dizia o
médico, "estou vendo uma loira (ou morena) linda dentro dos seus
olhos". Assim foi você Paulo. Sempre nos animando e nos fazendo
rir. Fazendo-nos sentir bonitas mesmo quando o nosso astral estava
lá embaixo. Assim foi você Paulo, dizendo que o seu
coração estava sempre aberto para entrarmos. Agora somos
nós que aqui confessamos: você entrou no nosso
coração e será muito difícil quando
percebermos realmente a sua ausência. Nós é que
agora dizemos: ”Você foi muita areia pro nosso
caminhãozinho”.
Saiba no entanto, que você continuará na nossa
memória para sempre; e agora, quando lá na Creche, quando
alguma criança perguntar onde está o Tio Paulo, vamos
dizer que você é aquela estrelinha que brilha bem forte no
Céu.
"E aí, menina! Cadê o meu beijo?"
Aqui vai, Paulo, o nosso último beijo.
Descanse em paz.
(Texto
lido durante a missa de 7º dia de Paulo, na Paróquia
São Luís Gonzaga.)
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